Geração Z: eles ainda não buscam grandes salários

Por Colaborador externo RSS | em 22.01.2016 às 07h56

Geração Z

Por Marcelo Vianna*

A empresa dos sonhos dos jovens da geração Y da última década era a que oferecia salário e benefícios atrativos. Durantes anos, essa foi a realidade dos que entravam no mercado de trabalho em meados dos anos 2000. Mas, a geração mudou, e para os jovens da Geração Z, que têm entre 17 e 26 anos e começam ou começaram a pouco a jornada profissional, a empresa dos sonhos não é a que oferece maiores salários, mas oportunidade de desenvolvimento profissional, chances de crescer na carreira permitindo fazer o que gosta, tem desafios constantes e incentiva a inovação.

Eles querem voos altos, e contam com as organizações e seus líderes. O tipo de líder que atrai a atenção dos jovens é o inspirador – aquele tipo de ‘chefe coach’, que orienta, dá feedback, conhece bem as expectativas do funcionário e alinha com as oportunidades existentes na organização. Já a empresa ideal dispõe de ferramentas para que essas oportunidades realmente aconteçam – tudo no seu tempo, claro.

Os jovens também têm grandes expectativas em relação à carreira. Para 67%, segundo a pesquisa da Cia de Talentos, o principal objetivo da sua jornada profissional é alcançar a liderança. Por isso, eles buscam tanto um líder visionário, intelectual e que tenha atitudes éticas. Os jovens brasileiros entendem que para construir a trajetória profissional é preciso contar com o suporte da organização. Isso é tão sério que na pesquisa, 94% dos respondentes afirmaram que deixariam a empresa se o líder não estivesse pronto para incentivar seu desenvolvimento.

É verdade, alguns valores mudaram desde o início da última década. A qualidade de vida está atrelada ao que a empresa oferece pela evolução do colaborador durante a sua jornada profissional, a um ambiente de trabalho flexível, e que incentive a inovação. Para segundo plano ficam os grandes salários. Por isso, para receber essa geração que está com todo o ‘gás’ para colocar a mão na massa é preciso ser criativo e investir.

Programas de educação corporativa, com um canal de treinamento online são algumas boas ideias de investimentos para o desenvolvimento do profissional. As empresas também devem criar uma cultura que aceite a criatividade, afinal, ela é a base para a inovação. Atributo esse que essa nova geração está bem disposta a contribuir. Por outro lado, a troca deve ser de mão dupla: o jovem também deve estar disposto a deixar um legado.  E, antes de conquistar a vaga na empresa dos sonhos, ele precisa ter em mente qual será a sua contribuição na história da organização.

*Marcelo Vianna é sócio-diretor da Conquest One, empresa especializada em contratação de profissionais especializados em TI, e responsável pela área de Pessoas e Processos

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