Indisponibilidade no e-commerce pode gerar prejuízo de até US$ 8 mil por minuto

Por Redação | em 13.12.2013 às 17h01

E-Commerce

Muitos brasileiros já conhecem a história: com a chegada da Black Friday e da temporada de compras de final de ano, aumenta o número de sites fora do ar ou com lentidão. O motivo de tanto incômodo também é uma preocupação constante dos varejistas, uma vez que a indisponibilidade de serviços de venda online pode gerar prejuízos de até US$ 8 mil por minuto.

A conclusão é de um estudo realizado pela consultoria Ponemon Institute a pedido da RSA, a divisão de segurança da EMC Corporation. A análise também listou as principais preocupações dos varejistas em relação à sua operação online, revelando os problemas comuns dessa categoria de negócio.

Além da indisponibilidade, a pesquisa revelou ameaças que podem afetar não apenas os lojistas, mas também os próprios compradores. As fraudes em aplicativos, por exemplo, foram citadas como um fator, devido à dificuldade de se diferenciar os serviços reais dos fraudulentos. Da mesma forma, o roubo de credenciais ou o uso de máquinas infectadas para compras também foram apontados como questões graves.

O mercado online também está sujeito ao uso de cartões de crédito roubados, uma vez que a compra pela internet não exige senhas dos plásticos, mas apenas o código de segurança. Assim, criminosos podem testar meios de pagamento furtados ou comprados em lotes pela internet, fazendo compras nos nomes de outras pessoas.

O comércio eletrônico também está sujeito a todo tipo de fraude. Foram citadas pela Ponemon operações de clique, que abusam de programas de anúncio na rede, a clonagem de carteiras virtuais de pagamento ou o uso de softwares automáticos para gerar um grande número de inscrições em sorteios, por exemplo.

Na mira

De acordo com dados da RSA, nosso país é o quarto com maior número de afetados por fraudes no mundo. Em outubro de 2013, 62,1 mil casos do tipo foram registrados em todo o planeta, sendo 32% apenas nos Estados Unidos. O Reino Unido vem em segundo, com 9%, seguido da Índia (7%) e do Brasil e França, que estão empatados em 3%.

A aproximação do final do ano também aumenta a incidência de ataques. O mês de outubro registrou 35% mais fraudes do que o período anterior e a expectativa é que esse total continue crescendo até dezembro.

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