Com um 2016 desafiador pela frente, inovação e projeção podem fazer a diferença

Por Colaborador externo RSS | em 01.03.2016 às 08h00

Empresas

Por Ricardo Clemente*

Enfrentar o mau momento econômico pelo qual o Brasil passa e ainda obter bons resultados para uma empresa não é uma tarefa fácil. As companhias que querem se diferenciar em 2016 precisam apostar em inovações do seu produto ou serviço para se destacarem meio a diversos mercados bastante concorridos, especialmente em época de crise.

Mas, para que esse investimento em inovação se converta em lucro e não se torne apenas mais um custo a ser cumprido, é preciso se planejar e focar em resultados práticos. Com base em cálculos e projeções, é possível estimar o retorno das principais ações previstas para um determinado período e avaliar quais devem ser colocadas em prática.

Antes de iniciar um projeto, é sempre recomendado realizar o cálculo do VPL (Valor Presente Líquido) que consiste em determinar o valor presente de pagamentos futuros levando em conta uma taxa de juros. A intenção é verificar o valor de cada projeto para a empresa ao longo de um período de tempo. Para se obter esta estimativa é preciso levar em consideração que todo projeto tem risco de não ser bem-sucedido.

Com base em uma estimativa de ganhos concreta, deve ser usada uma Taxa Mínima de Atratividade (TMA), ou taxa de desconto, que representa os riscos de um investimento em determinado momento versus seu potencial de retorno, para estimar o VPL. Esta será uma informação crucial para determinar se a empresa deve seguir no projeto ou optar por outro tipo de investimento.

Estas ferramentas de análise financeira devem ser usadas pelos gestores para ajudar na decisão. Um erro muito comum na crise é cortar todos os custos e investimentos e, muitas vezes, um pequeno investimento pode ser responsável por retornos financeiros significativos.

Em muitos casos de tecnologia esta análise de VPL não é tão simples. Porém o exercício de colocar em uma planilha, compreender as características e cenários de cada segmento e realizar uma análise dos dados em tempo real facilitam esse tipo de avaliação.

Por exemplo, o varejista pode estimar o VPL de um projeto para evitar falhas como preços equivocados na gôndola de uma loja ou em um e-commerce, para elaborar um projeto visando à economia de combustível em uma empresa de transporte ou com o objetivo de aumentar a eficiência de uma sonda usada na perfuração de petróleo.

Todos esses problemas podem impactar de forma significativa no negócio e, por isso, precisam ser identificados e corrigidos com rapidez. Caso isso aconteça, ainda que a empresa tenha realizado um investimento inicial, a empresa terá um VPL positivo.

O atual momento econômico exige inovação, mas também cautela. A empresa deve procurar referências bem-sucedidas no segmento, que possam entender a área em que ela atua e consigam reduzir o risco do negócio (taxa de retorno). Com uma boa orientação e tecnologia, é possível driblar a crise e ainda crescer.

*Ricardo Clemente é formado em engenharia elétrica pela UFRJ, pós-graduado e possui mestrado em Ciências da Computação pela PUC – RJ. Com mais de dez anos de experiência em TI é CEO da Intelie há 7 anos.

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