De olho em negócio com a Apple, Japan Display vai produzir telas OLED em 2018

Por Redação | em 22.01.2016 às 16h03

Japan Display Inc.

Uma nova informação vinda do mundo das fabricantes de tela reforçam os indícios de que a Apple pode fazer uma mudança significa nas telas do iPhone a partir de 2018. A Japan Display Inc. confirmou nesta sexta-feira (22) que vai iniciar uma produção massiva de telas OLED em 2018 de modo a concorrer com algumas rivais coreanas. O motivo da mudança seria justamente a possibilidade de fechar um acordo com a Apple para incluir os displays em futuros iPhones.

“Nós vamos tirar vantagem de nossa tecnologia de transistor de filme fino no desenvolvimento de telas OLED”, afirmou o chefe do centro de pesquisa da empresa, Akio Takimoto, em conversa com jornalistas. Atualmente, a Japan Display já fornece telas para os smartphones da Apple, mas a competição acirrada com outras companhias do setor, como as sul-coreanas LG e Samsung, força a empresa a buscar alternativas para um futuro não tão distante.

Japan Display Inc.Grupo que reúne algumas das principais fabricantes de tela japonesas quer desbancar os rivais coreanos (Foto: Toru Hanai/Reuters)

Muitos rumores apontam para que a Apple adote a tecnologia OLED em suas telas a partir de 2018. Este tipo de display dispensa retroiluminação e permite a concepção de equipamentos ainda mais finos do que os atuais. Até mesmo telas curvas podem ser construídas com a tecnologia OLED, e talvez a Apple também esteja de olho neste nicho para o futuro. O contratempo, porém, é o preço: as OLED são mais caras do que as LEDs que atualmente equipam o iPhone.

A Japan Display é uma companhia formada em 2012 no Japão com apoio do governo do país asiático e que junta as unidades de fabricação de telas de três gigantes nipônicas, Sony, Toshiba e Hitachi. Especulações recentes sugerem que o principal investidor do grupo pretende despejar dinheiro na divisão de telas da Sharp, incluindo-a na Japan Display. Ou seja, são várias companhias especialistas em telas juntas para tentar combater os fortes rivais sul-coreanos. Sem dúvida, o mercado não vai passa incólume a essas movimentações.

Fonte: Reuters

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