Crise? Não para os profissionais de TI

Por Colaborador externo RSS | em 06.08.2015 às 11h30

Administrador de sistemas

Por Renato Lopes*

A palavra da vez é crise. E apesar de escutá-la desde que me conheço por gente, dessa vez parece que ela está entrando com mais força nos holofotes da mídia. Como resultado, poucas vezes se viu tanto medo do desemprego – e as demissões nas empresas, inclusive empresas de TI como a Microsoft, só tem aumentado esse sentimento.

Porém, é nos momentos de crise que precisamos enxergar o copo meio cheio, pois dentro de problemas sempre há oportunidades. E é nesse momento que a TI se beneficia.

Com a necessidade das empresas de redução de custos e otimização de tempo e recursos, nada melhor do que lançar mão da TI para isso. Com o advento do outsourcing, essa alternativa tornou-se muito viável.

Veja, por exemplo, um ativo (máquina e impressora) passar de CAPEX (ativo) para OPEX (serviço). Isso pode trazer menor manutenção e maior redução de custo. Outro exemplo é trabalhar sua equipe como shared service, ou seja, compartilhar a mesma com clientes distintos, fazendo um outsourcing da própria equipe. Essa alternativa tem se tornado muito comum nas empresas e, por isso, tem exigido dos profissionais uma maior flexibilidade conhecimento, pois ele precisará executar mais tarefas e em diferentes frentes, a fim de otimizar tempo e soluções.

Uma pesquisa recente diz que de janeiro a junho de 2015, o número de vagas em TI aumentou 44,2%. Só no mês de junho foram abertas 10.105 vagas. Isso significa que a área de TI está na contramão do que os outros setores estão impondo, ou seja, a redução de pessoal.

Essa façanha é possível porque o setor de TI é estratégico para as empresas, pois apoia os demais departamentos otimizando processos e sistemas, gerando assim um menor custo. Nesse mês, na empresa onde sou Gestor, foram abertas uma vaga de Gestor de TI, duas vagas de Analista de Suporte e uma vaga de Administrador de Redes – tudo isso por conta da demanda de novos clientes.

Mas, para aproveitar todas essas oportunidades, é preciso estar preparado, profissionalmente e pessoalmente, pois o momento sugere uma visão sistêmica e muita resiliência por parte do profissional, um momento para se reinventar. E como podemos traduzir isso em ações? Vamos lá!

Ter visão sistêmica é conhecer o todo. Como a TI apoia todas as áreas, é função do profissional enxergar o dia a dia de cada operação e sugerir melhorias. Mas, para isso, a visão precisa ser da ponta do iceberg para a base, enxergando o objetivo da operação e entrando nos detalhes. Somente assim será possível passar as ações para uma linguagem técnica de melhorias. É claro que esse processo sempre possui percalços pois, quando você otimiza uma operação ou muda o modo de ser feito, você mexe com a zona de conforto daquele colaborador, e com isso gera vários problemas de ordem não técnica. Nessa hora, a resiliência se fará necessária para achar meios de solucionar questões não técnicas. Aliás, me atrevo a dizer que as habilidades não técnicas do profissional de TI são hoje um grande diferencial no mercado, já que a técnica pode se ensinar (depende do tempo e investimento da empresa), mas as não técnicas são praticamente impossíveis.

Para um profissional preparado e que enxerga as possibilidades – inclusive de empreender – não há crise, e sim oportunidades. Se você só consegue ver a crise, é porque deixou de fazer algo.

Portanto, para aproveitar essa onda de crise, mantenha seu pensamento nessa linha: o que eu posso fazer para diminuir a crise dentro da minha empresa? Assim deve ser o pensamento de um colaborador empreendedor, pensar no “algo mais” dentro da empresa, afinal, essa não é a primeira e nem será a última crise, e se reinventar faz parte do dia a dia, nos amadurece para a vida.

E para terminar, nunca se esqueça: sempre há o copo meio cheio a ser enxergado!

*Renato Lopes é Gestor da área de TI e acredita que a humanização dessa área é a chave para conquistar equipes de alta performance e auto gerenciáveis. Palestrante e Professor Universitário, Renato busca compartilhar técnicas e soluções para formar times vencedores e entusiastas, buscando a qualidade de vida junto à satisfação do trabalho.

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