Como preparar a sua empresa para os novos gadgets vestíveis

Por Redação | em 07.11.2013 às 14h02

galaxy gear

Em um mundo tecnológico como o de hoje em dia, além de precisarmos nos acostumar com os novos gadgets que aparecem cada vez mais rápido e com as mais variadas funcionalidades, as empresas também precisam se adaptar rapidamente a esses novos dispositivos que chegam ao mercado, principalmente o pessoal da área de TI.

Mesmo com as empresas ainda se acostumando com o uso dos smartphones e tablets pessoais nos locais de trabalho, elas já devem começar a pensar em como se comportar perante aos gadgets vestíveis que estão começando a ser lançados.

Diante de dispositivos que vão de smartwatches que se conectam aos smartphones até óculos que filmam e tiram fotos, as empresas enfrentam um desafio para se adequar a essas novas tecnologias, que, se forem usadas corretamente, podem trazer benefícios para os seus funcionários e para a elas próprias.

Veja algumas dicas que nós separamos para que a sua empresa esteja preparada em um futuro próximo e faça o bom uso dessas novas tecnologias.

1. Converse com o seu fornecedor de MDM

Algumas empresas fornecem aos seus funcionários smartphones e/ou tablets preparados com softwares de gestão de dispositivos móveis (Mobile Device Management – MDM) e regras de seguranças para a proteção de dados de negócios e aplicativos próprios da empresa.

Caso a empresa também deseje que seus funcionários passem a usar os gadgets vestíveis, antes de tudo, ela precisa conversar com o seu fornecedor de MDM para que ele faça a portabilidade dos softwares para os novos dispositivos.

Já as empresas fornecedoras de MDM precisarão das APIs fornecidas pelos fabricantes dos gadgets vestíveis e dos sistemas operacionais. No caso da Apple, isso deverá ser mais fácil, pois a empresa controla tanto o SO móvel, quanto o dispositivo. Mas, caso seja um aparelho Android, as APIs deverão ser fornecidas pelos fabricantes dos gadgets, pois cada um deles usa uma API modificada do Android. Por exemplo: a API para o Google Glass é diferente da API do Samsung Galaxy Gear. Mesmo com os dois usando a plataforma Android, a Samsung fez modificações na API para que o seu smartwatch seja compatível com a linha Galaxy de gadgets.

2. Use o MAM ao invés do MDM

Uma opção que as empresas também estão utilizando hoje em dia em relação aos dispositivos móveis é a permissão de uso dos gadgets pessoais com softwares de gerenciamento de aplicativos móveis (Mobile Applications Management – MAM). Assim, a empresa não precisa fornecer o aparelho para o funcionário, apenas os softwares necessários para o trabalho.

“Você não precisa gerenciar o aparelho, apenas os aplicativos empresariais dele”, disse Ahmed Datoo, vice-presidente de produto de marketing da Citrix Xen Mobile, em uma entrevista à Computer World. “Eu tenho 100 aplicativos no meu aparelho, 90 são pessoais e apenas 10 são relacionados ao trabalho”.

Essa alternativa de gerenciamento também poderá ser usada com os dispositivos vestíveis, permitindo que o funcionário tenha o gadget que julgar mais adequado às suas necessidades pessoais e empresariais.

3.  Segurança para os dois lados

O uso de aparelhos móveis em ambientes de trabalho levanta questões de segurança, tanto para a empresa, quanto para o funcionário. Uma das maiores preocupações das empresas é a exposição de informações dela própria e de seus clientes fora de suas redes corporativas controladas.

Já para o lado dos funcionários, a maior preocupação do uso de gadgets pessoais no trabalho é ter suas informações pessoais expostas ao seu empregador.

Alguns empregados, hoje em dia, usam dois smartphones – um para o trabalho e outro de uso pessoal –, mas isso não será prático quando os aparelhos vestíveis começarem a chegar ao mercado. Andar com dois pares de Google Glass, por exemplo, não será algo tangível.

“O que é diferente é que, com os gadgets vestíveis, como eles têm a intenção de fazer parte da sua vida cotidiana, há uma mistura cada vez maior da sua vida pessoal com a sua vida profissional”, alerta Bret Hartmann, CTO do grupo de segurança da Cisco.

Por isso a segurança para os dois lados precisa ser muito bem trabalhada. Se a empresa permitir que o funcionário utilize um dispositivo vestível fora do seu local de trabalho, ela precisa ter a certeza de que as informações privadas estejam seguras, e, caso o funcionário deseje usar um gadget vestível pessoal, a empresa também precisa garantir que as informações pessoais não sejam acessadas.

4. Privacidade no ambiente de trabalho

Muitas empresas já adotam políticas explícitas de como e onde as câmeras de smartphones/tablets podem ser utilizadas no local de trabalho. Mas com a chegada dos dispositivos vestíveis, as empresas deverão atualizar as suas políticas de privacidade e treinar seus funcionários com as novas diretrizes.

Enquanto as pessoas estão acostumadas a ser cautelosas em relação aos smartphones e tablets com câmeras, algumas podem não estar cientes de que o novo gadget que seu colega de trabalho está usando também pode tirar fotos e filmar.

Para Hartman, uma solução viável é desativar as câmeras dos dispositivos em determinados locais, por questões de segurança e privacidade.

5. Procure oportunidades

Mais do que se preocuparem com os potenciais problemas dos dispositivos vestíveis, as empresas devem abraçar as possibilidades da tecnologia. Diversos relatórios e análises descrevem múltiplos casos de usos em que os novos dispositivos contribuiram para que os funcionários fossem mais produtivos.

Imagine um mecânico de avião trabalhando em um Boeing 747 com um Google Glass exibindo a planta da parte específica em que ele está atuando, ou um médico examinando um paciente e ao mesmo tempo já recebendo os resultados dos exames pedidos. São oportunidades que podem e devem ser exploradas.

“Muitas vezes, quando se fala de TI, foca-se apenas na parte de segurança e controle”, diz Datoo. “Mas eles perdem o maior ponto da discussão, que é falar sobre como essas coisas podem mudar os negócios para melhor”.

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