Com orçamento menor, empresas buscam alternativas de segurança, mostra pesquisa

Por Rafael Romer RSS | em 19.01.2016 às 17h03

HACKER

Restrições de orçamento seguem sendo a principal barreira para a adoção de processos e tecnologias avançadas para a proteção de sistemas corporativos, revelou o relatório anual de segurança da Cisco, Security Report, apresentado nesta terça-feira (19).

No total, 39% das 2.432 organizações indicaram a questão financeira como o maior desafio para os investimento em segurança. A falta de compatibilidade entre sistemas e os requerimentos de certificação também aparecem como os problemas que dificultam a adoção de melhor infraestrutura de segurança para, respectivamente, 32% e 25% das empresas.

Apesar dos problemas, a pesquisa revelou que mais organizações têm buscado alternativas para garantir a segurança dos seus ambientes, combatendo a restrição de orçamento do setor de TI com outras iniciativas. 

De acordo com o levantamento, mais organizações estão criando "políticas reais e formalizadas" de segurança para suas empresas e funcionários – no total, 66% das empresas revelaram ter realizado esse tipo de iniciativa, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. A busca por serviços terceirizados para resposta a incidentes também aumentou em 7%, com 42% das empresas tendo buscado soluções deste tipo.

De forma geral, a pesquisa revelou que executivos e tomadores de decisão têm se preocupado mais com a questão da segurança e estão mais céticos em relação aos seus níveis de proteção desde o ano passado. 

O número de respondentes que indicaram ter forte confiança em sua habilidade de se defender contra ataques, por exemplo, caiu em 4% desde o ano anterior – apenas 54% das empresas indicam confiança total em seus sistemas. Da mesma forma, o número de empresas que afirmam ter tecnologias de ponta em suas infraestruturas foi de 59%, 5% menor que no último levantamento. Ao mesmo tempo, a preocupação com segurança segue em crescimento: 41% dos executivos se dizem hoje mais preocupados com o tema do que estavam há três anos.

As preocupações não são sem motivo: de acordo com a Cisco os ataques a empresas seguem se tornando cada vez mais profissionais e organizados. Vulnerabilidades como infecção de navegador, ataques colaborativos e ataques via DNS seguem em alta e podem explorar um universo de cerca de 92% dos dispositivos conectados à Internet e pesquisados pela Cisco – cada um com, em média, 26 vulnerabilidades.

A pesquisa entrevistou 2.432 tomadores de decisão do setor de segurança, como CSOs e SecOps, de empresas de nível enterprise (13%), grandes (38%) e médias (49%), de 12 países diferentes – entre eles, o Brasil.

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