Menos de 1% das empresas no Brasil possuem seguros cibernéticos, mostra estudo

Por Redação | em 05.03.2016 às 15h26

Dados pessoais

O Relatório Global de Impacto Cibernético 2015, da consultoria de seguros Aon, mostra que o cenário para os seguros cibernéticos no Brasil é muito promissor devido a grande demanda por segurança de dados nas operações online. Tendo em visto o aumento considerável de ataques virtuais, as empresas precisam estar preparadas para proteger de forma mais ostensiva informações próprias e de clientes. Para o relatório, foram entrevistados 2.243 participantes de 37 países.

"Em nosso estudo, apenas 19% das empresas no mundo todo contratam o seguro cibernético. Se considerarmos somente o Brasil, menos de 1% delas adquirem esse produto", disse Maurício Bandeira, gerente de Produtos Financeiros da Aon. Tal diferença é mais visível entre o mercado americano e o brasileiro. Isso se dá principalmente por conta da legislação, onde empresas americanas são obrigadas a comunicarem a mídia e toda a sua base de clientes sobre casos de vazamentos de informações para que se tomem as medidas necessárias. No Brasil ainda não há nenhuma obrigatoriedade legal.

No relatório, foi possível entender que, embora 52% das empresas em todo mundo acreditem que a exposição ao risco cibernético aumentará nos próximos 24 meses. Além disso, 37% já sofreram riscos de segurança pelo menos uma vez nos últimos dois anos com impactos econômicos médios de US$ 2,1 milhões.

O levantamento menciona algumas das razões para a não contratação do seguro: cobertura é inadequada para a exposição (31%); os prêmios são caros (29%); apólices de propriedade e acidentes são suficientes (26%); há muitas exclusões, restrições e riscos não seguráveis (26%) e a gerência executiva não vê valor neste seguro (23%).

Os participantes do relatório tiveram que estimar o maior prejuízo que poderiam ter em casos de danos à propriedade e riscos cibernéticos. Os números ficaram muito semelhantes, sendo US$ 648 milhões no primeiro caso e US$ 617 milhões no segundo. Mas, quando se trata de ruptura de negócios, as companhias estabeleceram valores superiores de prejuízo para o dano ligado às redes, cerca de US$ 207 milhões, contra US$ 98 milhões das perdas de propriedades.

Para Maurício Bandeira, há um mercado em expansão para seguros cibernéticos no Brasil. "O mercado brasileiro está em uma fase de conhecimento sobre esse seguro, pois mesmo multinacionais alocadas no país ainda conhecem pouco sobre o produto. Por isso, é necessário mostrar a quantificação dos riscos para que tenham real dimensão do problema", ressalta.

De acordo com o relatório da Aon, os principais tipos de violações de dados ou falhas de segurança em 2015 foram ataques cibernéticos que causaram ruptura dos negócios e da tecnologia de informação (48%), falhas em sistema ou processo de negócios que causaram interrupção nas operações empresariais (35%), negligência ou erros que resultaram em perda de dados confidenciais (30%) e ataques que resultaram o roubo de informações (29%).

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar