Telefónica, dona da Vivo, poderá ser sócia majoritária de empresa dona da TIM

Por Redação | em 24.09.2013 às 14h35 - atualizado em 24.09.2013 às 16h49

Telefonica

O grupo Telefónica fechou um acordo para aumentar sua fatia na Telco, holding que controla a Telecom Italia, no que deve levar a mudanças significativas e importantes no mercado brasileiro.

A Telefónica já é a maior acionista da Telco (que possui 22,4% das ações da Telecom Italia). Sua participação na Telco garante 10% das ações da Telecom Italia. Com o acordo, a participação da Telefónica na Telco pode ficar entre 45% e 70%, tornando-se assim indiretamente a maior acionista também da Telecom Itália.

O acordo, que ainda precisa ser finalizado, avaliou as ações da Telecom Italia detidas por Mediobanca, Generali e Intesa Sanpaolo em 1,09 euro por papel, quase o dobro do atual preço de mercado. Com isso, as empresas colocam fim a meses de especulação sobre o destino da Telecom Italia, que vinha sangrando rios de dinheiro com prejuízos bilionários.

O que muda para o Brasil

Certamente, o Brasil será o país mais afetado pela negociação. Isso porque a Telefónica controla as operações da Vivo no Brasil, enquanto a Telecom Itália controla as operações da TIM. Se tudo sair como planejado, a Vivo se tornaria, então, indiretamente sócia majoritária da TIM.

É exatamente por isso que o acordo deve passar por uma complexa análise antitruste no Brasil antes de ser aprovado. As regras do setor de telecomunicações no nosso país não permitem a um grupo ter o controle de duas empresas que atuam na mesma região.

Portanto, a única solução seria unificar as bases de clientes das duas empresas em um único espectro (em outras palavras, se tornariam uma operadora só). Contudo, isso poderia representar uma grande queda na qualidade do serviço, já que a base de clientes que hoje usa faixas de duas operadoras seria "afunilada" na frequência de apenas uma.

Vivo e TIM são hoje as duas maiores operadoras em números de clientes do Brasil. Em um país onde a qualidade dos serviços de telecomunicações já sofre duras críticas, unificar os espectros das duas companhias pode causar um problema de dimensões ainda não calculadas.

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