Twitter entra com processo contra multa da Turquia por "propaganda terrorista"

Por Redação | em 08.01.2016 às 16h53

twitter

O Twitter entrou com um processo em um tribunal de Ancara, nesta quinta-feira (7), para tentar anular uma multa aplicada pelas autoridades do país. A punicação aconteceu porque a rede social não removeu um conteúdo que a Turquia diz ser "propaganda terrorista".

Um porta-voz do microblog confirmou que a companhia havia tomado ações legais sobre a multa, mas não forneceu maiores detalhes sobre o andamento do processo. Além disso, a empresa teria alegado que a multa é ilegal e que deve ser anulada pelas autoridades do país. A multa atual é de US$ 50 mil e foi a primeira aplicada na Turquia contra o Twitter.

À agência Reuters, uma fonte familiarizada com o assunto afirmou que uma autoridade turca disse que boa parte do material em questão está relacionado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), classificado por Ancara como uma organização terrorista.

Ancara tem tomado uma postura dura a respeito de redes sociais sob o governo do presidente Tayyip Erdogan e o Partido da Justiça e Desenvolvimento, fundado por ele. O governo baniu temporariamente o acesso ao Twitter diversas vezes por não cumprir pedidos de remoção de conteúdo.

O Twitter também não é a primeira plataforma social a sofrer represálias do governo turco. Em 2014, o YouTube ficou bloqueado por dois meses sob a acusação de ter vazado vídeos com áudio sobre uma possível intervenção da Turquia no governo da Síria – este registro teria sido feito sem autorização durante uma reunião de segurança de membros do alto escalão turco. Por causa do escândalo de corrupção, o site de vídeos do Google ficou inoperante para os turcos.

Mais tarde, em abril do ano passado, a Turquia bloqueou o acesso ao Twitter, Facebook e YouTube para evitar que fotos de um promotor morto por militantes de extrema-esquerda fossem divulgadas na internet. As empresas entraram em um acordo com o governo da Turquia, que só autorizou o funcionamento dos serviços após as companhias apagarem todo o conteúdo relacionado ao caso.

Fonte: Reuters

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