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Por Boris Kuszka RSS

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O modo como consumimos mudou, assim como a forma como queremos os serviços que nos são oferecidos. E o software é o grande influenciador e responsável pela agilidade de tudo o que praticamos atualmente. A revolução tecnológica chegou.

Não são apenas os especialistas de TI que necessitam melhorar processos internos. A demanda agora vem da própria linha de negócios que está pedindo aplicativos para aumentar a competitividade.

Já percebia este movimento há cerca de dez anos no mercado, quando paulatinamente acontecia uma aproximação entre negócios e a Tecnologia da Informação. Estamos no auge desta parceria, para ser mais exato.

Atualmente, o software é o que permite toda esta mudança, inclusive no modo como interagimos diariamente. Novas interações – vide o novo jogo que usa a realidade virtual-, usar o smartphone de forma inteligente para nos locomovermos, seja via aplicativos como Uber ou de localização, como o Waze, simplesmente evidenciam serviços mais rápidos, custos menores e agilidade na troca de informações. As empresas em geral vêem o smartphone como uma a solução natural de interação com os seus clientes: os bancos, por exemplo, já estão vendo, de acordo as últimas estatísticas da Febraban, um acesso maior através de smartphones comparando com agências e internetbanking (o número de transações via mobile banking cresceu mais de 100 vezes desde 2011 e 138% somente em 2015).

A TI está dando um novo valor ao cotidiano das pessoas. Redes sociais já são naturais e fazem parte de nossa rotina, assim como os serviços acima citados. A tecnologia dita tendências. Mas como colocar as coisas em produção de forma ágil e flexível?

As tecnologias de desenvolvimento de softwares tiveram que mudar para se ajustarem à demanda. Por isso, a abordagem de DevOps, a tecnologia de containers (empacotamento de software) e infraestrutura escalável e automatizada baseada nos conceitos de cloud computing, tornaram-se tão essenciais. Aplicativos inovadores devem ser desenvolvidos com mais produtividade. Estamos transformando a TI de artesanal para industrial da mesma forma que a 2a Revolução Industrial trouxe o conceito de produção em série para a indústria de manufatura. A abordagem de DevOps, desenvolvimento ágil e cloud computing estão revolucionando a TI.

DevOps prega o desenvolvimento em pequenos pedaços, chamados microserviços, promovendo uma série de vantagens: desenvolvimento distribuído em equipes multidisciplinares, flexibilidade de utilização de novas linguagens de programação, novos frameworks (pedaços reutilizáveis de software que provém funcionalidades específicas) e, principalmente, escalabilidade. Container é a tecnologia que permite empacotar  estes microserviços, além de conter um isolamento seguro da aplicação de todas as suas dependências, é fácil de implantar e é portável entre os sistemas: sejam servidores virtualizados, servidores físicos, infraestrutura de cloud privada ou uma cloud pública qualquer. 

A partir desta abordagem é possível realizar o transbordo, que nada mais é do que replicar os containers em uma ou mais nuvens públicas, ou onde quiser. Em resumo: mais opções, mais agilidade e total gerenciamento.

Outra vantagem deste modelo de desenvolvimento em pequenos pedaços é o conceito “CI/CD (Continuous integration/ Continuous deployment)” , técnica que permite reduzir riscos na introdução de novos softwares num sistema, sejam correções ou novas funcionalidades. Tudo isso sem parar a produção, em pleno funcionamento. 

Vejam uma demo feita no Red Hat Summit esse ano em São Francisco, Estados Unidos, mostrando todas essas tecnologias em funcionamento (em inglês, desculpem-me):

Atenção especial para metodologia de Canary Deployment, cuja ideia é fazer a publicação de uma nova versão de um aplicativo paulatinamente, primeiro para um subconjunto de usuários (ou servidores), acrescentando-se novos usuários pouco a pouco até que todos estejam utilizando a nova versão: risco minimizado, sem downtime e sem a necessidade de reservar janelas de implementação. Tudo em produção!

A Red Hat, de forma inovadora, também está fazendo uso do CI/CD para acelerar o desenvolvimento de suas soluções para empresas: vai reduzir o tempo de lançamento do OpenStack 10, convertendo da versão comunidade para enterprise, de 6 meses para 4 semanas. Isso quer dizer que não apenas os serviços para consumidores finais caminham para essa agilidade, como também para empresas. Bem-vindos à uma nova era da tecnologia.

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Boris Kuszka é o Diretor dos Arquitetos de Solução da Red Hat.

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