Tech Moms: elas criaram startups inovadoras e ficaram mais perto dos filhos

Por Stephanie Kohn RSS | em 12.05.2017 às 18h23 - atualizado em 22.05.2017 às 15h47

M?e

É bastante comum ver mães largando o emprego após a licença maternidade. A culpa de deixar os bebês tão cedo, com 4 a 6 meses de vida, em berçários, com babás ou familiares, acaba superando a vontade de seguir uma carreira corporativa.

Este foi o caso de Lynn Perkins, fundadora do UrbanSitter, um site de contratação de babás para curtas jornadas. Lynn teve a ideia do serviço após ter tomado um bolo de uma ajudante que ficaria com seu casal de gêmeos por algumas horas. A proposta do site chegou em ótima hora, já que a empresária queria ter mais tempo com seus filhos.

Como trata-se de um negócio online, Lynn conseguiu iniciar o projeto com pouco investimento e sem precisar se deslocar frequentemente. "Meus co-fundadores e eu sustentamos a startup usando somente recursos próprios por um ano. Depois que o produto foi lançado e vimos que as pessoas estavam usando, não apenas uma vez, mas várias vezes, levantamos o capital de anjos e venture capital. Até o momento já conseguimos US$ 23 milhões. Nossos primeiros dias foram gastos aperfeiçoando o produto e construindo uma grande equipe", comentou Lynn em entrevista ao Canaltech.

Já a história de Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, certificadora de reviews, teve um curso diferente, mas trouxe o mesmo benefício. Ela e o marido se arriscaram na vida empreendedora nos anos 2000 e de lá pra cá foram três startups criadas, sendo que somente a última deslanchou.

Com a rotina mais flexível, graças ao empreendedorismo, Tatiana sempre trabalhou próxima do filho, com escritório em casa. Assim, o curso de sua carreira se confunde com o de sua maternidade. “Quando tive meu primeiro negócio digital, uma produtora web, eu estava grávida. Foi tudo ao mesmo tempo. Tive que amamentar falando ao telefone e fugir dos choros para atender cliente. Não foi fácil, mas muito positivo”, comentou.

Tatiana Pezoa

Tendências de mercado

Histórias como estas representam uma revolução no mercado de trabalho. Um levantamento com 200 mulheres feito pela TV Mães S.A, em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, revela que 67% das entrevistadas começaram um negócio próprio após terem filhos, apenas para estarem mais próximas a eles. Outra pesquisa na mesma linha, chamada de “Quem são elas?”, mostra que 75% das mães questionadas se arriscaram no empreendedorismo após a maternidade pelo mesmo motivo: acompanhar de perto o crescimento dos bebês.

De acordo com os resultados dos estudos, mesmo ganhando menos 75% das mulheres estão mais realizadas profissionalmente do que no emprego anterior. Isso porque mais da metade (58%) consegue trabalhar de casa e, mesmo aquelas que não fazem home office o tempo todo, possuem um horário flexível que permite ficarem mais tempo com as crianças.

“No Brasil, as mulheres estão empreendendo mais, mas ainda precisam de uma maior contribuição familiar na divisão de tarefas, de acesso ao crédito e de políticas públicas que incentivem o crescimento de seus negócios. A constatação da relação da mãe com o empreender ainda parece ser mais uma necessidade do que uma opção”, afirmou Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

Oportunidades e ajudas

A área de mobile marketing tem oferecido boas oportunidades às mães brasileiras. Elas conseguem um retorno rápido de investimentos, além da otimização de tempo em alguns processos, como captação de clientes e divulgação de produtos.

“Investir em microfranquias na área do mobile marketing já é realidade de muitas mães no Brasil. É uma forma assertiva de se ter um bom desempenho”, comenta Bruna Schwerz, diretora de marketing da Louyt, que oferece soluções digitais de Marketing Mobile.

Existem ainda as aceleradoras de negócios que ajudam as mulheres a deslanchar suas ideias. A B2Mamy é dedicada a selecionar mães empreendedoras de alto impacto, oferecendo a elas capacitação e orientando em seus negócios próprios, sempre respeitando e compreendendo suas particularidades.

Além da aceleradora PULSE, o projeto oferece programas para mães que querem empreender (B2Mamy Start) e para aquelas que já empreendem e precisam de orientação em relação ao plano de marketing, finanças e estratégia (B2Mamy Hands on).

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