Big Data como estratégia para o sucesso das empresas

Por Colaborador externo RSS | em 24.09.2014 às 12h50

Big data

Foto:Tashatuvango/Shutterstock

Por Marco Antonio Salvo*

O Big Data chegou para ficar. O conceito, que sintetiza a ideia de processar em alta velocidade um grande volume de dados oriundos de várias fontes, vem sendo aplicado para gerar resultados de alto valor agregado para as empresas. Para gerar valor, o conceito está fortemente associado às tarefas de capturar, tratar, compartilhar, analisar e visualizar informações que não são facilmente discerníveis em meio à grande quantidade de dados a que estamos expostos. 

Por exemplo, existe uma fantástica quantidade de dados sobre os consumidores nas redes sociais que estão disponíveis para análises das empresas dispostas a buscar oportunidades de negócios ou expansão de seu mercado. Mas como analisar bilhões de postagens que são feitas todos os dias por milhões e milhões de pessoas no Brasil, ou por bilhões de pessoas no mundo? Como estratificar esse grande universo de dados? Esse é o tipo de desafio que o Big Data se propõe a solucionar. 

Muitas empresas pelo mundo estão encarando este desafio de frente, aplicando o conceito e desenvolvendo técnicas de análise de grandes volumes de dados e, com isso, tirando proveito na construção de novas estratégias mercadológicas. À medida que o conceito vai tornando-se popular, produtos e serviços vão se tornando melhores e mais acessíveis e a tecnologia passa a ser viável também para as empresas médias e pequenas, que podem usufruir dos mesmos recursos. Atualmente o uso do Big Data ainda é considerado uma vantagem competitiva das empresas que investem nele, mas em pouco tempo passará a ser comum e altamente disseminado. 

Isso inclui o Brasil. Por aqui, estima-se que em 2013 os produtos e serviços voltados para Big Data geraram R$ 630 milhões de receita para as empresas de TI, o que o torna um segmento maior do que, por exemplo, o de software de segurança eletrônica. Especialistas estimam que o mercado cresça muito nos próximos quatro anos, chegando a um faturamento de R$ 2,3 bilhões em 2017, praticamente triplicando de tamanho. Por outro lado, isso ainda é uma fração do que é investido em Big Data no mundo. Neste momento o Brasil representa apenas 1,8% do mercado mundial de Big Data, o que significa que apesar das boas perspectivas, ainda temos muito a avançar para estar próximos dos mercados mais desenvolvidos. 

Esse avanço vai depender do quanto as empresas locais vão utilizar o conceito. O Big Data tem de ser entendido como um conjunto de equipamentos, softwares e serviços, e a utilização deste pacote vai depender do dimensionamento da quantidade de dados a ser processado e do tipo de resultado que a empresa quer produzir. A partir daí, é preciso ter um servidor com a capacidade de processamento adequada, um software de inteligência de negócios aderente às necessidades da empresa e um serviço de implantação prestado por uma empresa que conheça a realidade do segmento em que o Big Data será aplicado. De nada adianta possuir o equipamento mais avançado e o software mais completo se não há clareza dos métodos a empregar para obter o melhor resultado.

Bem utilizado, o Big Data pode proporcionar aos gestores informações muito relevantes. Um bom exemplo é uma empresa do setor de alimentos, que cruza informações sobre meteorologia com o histórico de consumo de seus clientes ao longo de muitos anos - o que gera uma quantidade gigantesca de dados. A partir da análise dessas informações, a empresa desenvolveu um método de sugestão de venda baseado na previsão meteorológica para a semana. Assim, se a meteorologia prevê queda de temperatura de 5 graus a partir da quarta-feira com baixa umidade do ar, a empresa já sabe quais serão os produtos mais procurados pelos consumidores nesse período frio e seco; se a previsão é de frio e chuva, os produtos são outros; se a previsão é de grande amplitude térmica (calor de dia e frio de noite), o mix é diferente, e assim por diante. 

Além de conseguir diagnosticar QUAL produto vender, a empresa ainda pode propor com um grau bastante elevado de acerto QUANTO de cada produto deve ser estocado, conforme o comportamento da curva de giro - o que diminui a ruptura de estoque (e consequente perda de vendas) e, por outro lado, o excesso de estoque. Essa capacidade diferenciada de sugestão de vendas aumenta dramaticamente o giro, a rentabilidade e o volume de vendas tanto da empresa quanto dos seus clientes, gerando benefícios em cascata para toda a cadeia de valor.

Não há dúvida de que informação é poder. É isso que o Big Data proporciona: seus usuários têm mais informação, com grande efetividade e com instantaneidade. Assim, as empresas que possuem recursos de Big Data estarão à frente dos concorrentes para aproveitar as melhores oportunidades, agregar valor aos seus negócios e aos negócios de seus clientes, gerando vantagem competitiva e sustentável a curto, médio e longo prazo.

 

*Marco Antonio Salvo é Consultor Nacional da Sankhya.

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