Foxconn se une à Apple e Amazon para comprar divisão de chips da Toshiba

Por Redação | em 05.06.2017 às 12h53

Chip Processador

Duas gigantes estariam deixando as rivalidades de lado em prol de uma operação mais barata para o futuro de seus negócios. A Foxconn, uma das principais fabricantes asiáticas de equipamentos eletrônicos, confirmou que está se unindo à Apple e Amazon para fazer uma proposta irrecusável à Toshiba, de olho na divisão de chips de armazenamento da companhia.

Com valor estimado em US$ 18 bilhões, o setor é um dos principais da empresa japonesa e também um de seus mais bem-sucedidos. Uma venda seria plenamente capaz de salvar os negócios da companhia após a falência de subsidiárias relacionadas a usinas nucleares e problemas na fabricação de PCs e outros produtos eletrônicos. A Toshiba, por outro lado, sabe que a divisão é importante tanto para si quanto para as interessadas, o que teria jogado o valor para as alturas.

A aquisição do negócio é vista como essencial para um desenvolvimento mais barato e sustentável dos mercados de smartphones e servidores, principalmente. Apple e Amazon, entretanto, não são as únicas interessadas na divisão de chips da Toshiba, com outros grandes nomes como Broadcom e Western Digital também na disputa, enquanto firmas de investimento americanas e asiáticas tentam entrar nesse páreo.

Essa competição é um motivo ainda maior para a Foxconn se unir à Apple e Amazon, que juntas, seriam capazes de entregar valores que nenhuma das concorrentes, sozinha, seria capaz de oferecer. A fabricante taiwanesa, ao confirmar a parceria, não disse o tamanho da parcela que cada uma das companhias está oferecendo, nem o valor total que está sendo passado à Toshiba para uma possível venda.

Entretanto, a empresa aproveitou a declaração para tentar tranquilizar o governo japonês, que é visto como um dos principais adversários possíveis para o negócio. Agências regulatórias do país já afirmaram que não querem ver um dos negócios mais importantes da Toshiba, que é uma das companhias mais tradicionais do Japão, deixando o país, o que teria um impacto tanto econômico quanto em termos de credibilidade para a nação.

A Foxconn já deixou claro que, caso a compra venha a ser finalizada, isso não vai acontecer. Ela citou ainda o exemplo da Sharp, cuja divisão de painéis LCD foi adquirida em 2016, quase não sofreu mudanças na operação e nem demitiu funcionários das fábricas localizadas no país.

Fonte: Pocket Now

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