Documento pode colocar fim à disputa entre Uber e Alphabet

Por Redação | em 14.06.2017 às 16h16

Uber

Um único documento pode representar o fim da disputa judicial entre Alphabet e Uber com relação ao desenvolvimento de carros autônomos. A corte americana responsável pelo caso ordenou que a empresa de transporte apresente seu relatório de diligência prévia relacionado à compra da Otto, companhia por meio da qual ela teria tido acesso às tecnologias registradas pela rival.

Por meio da documentação, que deverá ser analisada pelos seus próprios advogados e também pelo próprio tribunal, a Alphabet espera ser capaz de comprovar que a Uber sabia que Anthony Levandowski, CEO da Otto, estava de posse de documentos e outros artigos furtados, dos tempos em que trabalhava no setor de desenvolvimento de carros autônomos da Waymo, uma de seuas subsidiárias.

O executivo está no centro de um processo judicial milionário entre as duas companhias, que pode levar ao pagamento de uma indenização polpuda para a Alphabet e a grandes revezes no desenvolvimento de carros que se dirigem sozinhos para a Uber. Nada menos do que 14 mil arquivos estariam com Levandowski quando ele deixou o conglomerado e fundou a Otto. Agora, a Uber é acusada de não apenas saber disso, mas de ter adquirido a startup justamente por esse motivo.

Um relatório de diligência prévia é realizado por uma consultoria externa antes de uma aquisição. Ele serve para que as finanças, situação legal, tecnologias, patentes e outros atributos sejam ponderados como parte do processo de compra, não apenas para fechamento de valores e realização de propostas, mas também para garantir que tudo está correto em seu funcionamento.

No pedido feito à corte e aceito nesta semana, a Alphabet afirma que, durante o processo de diligência prévia, a Uber ficaria, no mínimo, sabendo sobre a existência dos documentos obtidos por Levandowski. Ao seguir adiante com a aquisição da Otto, então, a empresa de transportes teria se aproveitado desse fato para levar adiante o próprio desenvolvimento da tecnologia veicular.

O caso, em andamento na justiça americana, já levou à demissão de Levandowski, no final de maio. Apesar disso, os trabalhos na tecnologia continuam, com a Uber afirmando que não sabia sobre os documentos obtidos ilegalmente por seu ex-funcionário. A empresa nega também ter utilizado tais segredos em seus próprios trabalhos, outra questão que também está sendo avaliada pela corte.

Fonte: Recode

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