Mais uma executiva do alto escalão da Uber está deixando a empresa

Por Redação | em 12.04.2017 às 12h25

Rachel Whetstone

O serviço de transporte por aplicativo Uber anunciou nesta terça-feira (11) a saída de mais um nome do corpo executivo da empresa. Desta vez, quem deixa a companhia é Rachel Whestone, diretora de comunicações e relações públicas do app, que estava há dois anos no cargo.

De acordo com um e-mail interno enviado para seus funcionários, o CEO da Uber, Travis Kalanick, destaca as conquistas feitas por Whestone e afirma que seu afastamento aconteceu de forma amigável. "Desde que se juntou a nós em 2015, Rachel nos surpreendeu com sua capacidade de fazer as coisas. Ela é uma força da natureza, um talento extraordinário e uma incrível treinadora e dirigente que construiu uma organização de primeira classe", disse Kalanick.

Em nota enviada à imprensa, Whestone confirmou que não trabalha mais na Uber e que sai da empresa satisfeita por seu trabalho nos últimos dois anos. "Estou incrivelmente orgulhosa da equipe que construímos. Tal como aconteceu quando saí do Google, uma mulher forte e brilhante vai me substituir e ocupar o meu lugar. Me juntei à Uber porque adoro o produto, e esse amor é tão forte hoje em dia como na época em que fiz minha primeira viagem há seis anos", declarou.

No lugar de Rachel Whestone entrará Jill Hazelbaker, que trabalhou com Whestone no Google e ajudou na campanha eleitoral do senador norte-americano John McCain.

Apesar da saída de Whestone ter sido aparentemente bem aceita pelos executivos da Uber, rumores sugerem que seu desligamento foi algo "multifacetado". Segundo informações do site Recode, a empresária estava "farta de tanto drama", ainda mais tendo ingressado na companhia pouco tempo depois de ter trabalhado por dez anos na gigante das buscas. Em um e-mail enviado para sua equipe na Uber, Whestone destacou que "esses tipos de empregos são emocionantes, mas extremamente cansativos".

Além disso, especula-se que Whestone, assim como outros executivos que saíram da empresa, não tinha uma boa relação com o CEO Travis Kalanick. Os conflitos teriam se intensificado ainda mais nos últimos meses depois que a companhia se envolveu em alguns escândalos, entre eles o depoimento de uma ex-funcionária que diz ter sofrido assédio sexual de um dos gerentes do Uber, e da nomeação de Kalanick como conselheiro econômico do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Dias depois, Kalanick se afastou do cargo e, cerca de um mês depois, teve de lidar com a saída do presidente do Uber, Jeff Jones, que declarou estar insatisfeito com a metodologia de negócios da empresa.

Fontes: Recode, BBC, Mashable

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